Praça do Anjo IVb (Fado Sísifico)

A Associação de Amigos da Praça do Anjo (AAPA) luta pela Memória Histórica da Praça do Anjo, Porto – Portugal. Desde a sua criação, a AAPA tem-se mostrado incansável na luta pela recuperação da Praça d@ Anj@, local ímpar na História da cidade do Porto. Longe de estar inativa, a AAPA prepara várias atividades para o biénio de 2011/2012. Assim sendo, aceitámos de bom grado o amável convite que nos foi dirigido pela Extéril para apresentarmos mais um episódio deste caminho.

Jantar Anual da AAPA, clérigos Shopping, Porto – foto por Adriana Oliveira

Abaixo assinado na Petição Pública

ABAIXO ASSINADO
Pela reconstrução total e fidedigna do espaço da Praça do ANJO:

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal do Porto: Rui Rio
Exmo. Sr. Vereador do Urbanismo e Mobilidade: Gonçalo Gonçalves
Exmo. Sr. Presidente da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense, SA: Rui Moreira

A Associação de Amigos da Praça do Anjo, adiante designada por AAPA, como legítima representante da memória histórica da Praça do Anjo (atual Praça de Lisboa), não pode ficar calada em vista ao crime que está a ser cometido na nossa Praça.

Qual é o objetivo destas obras?
Transformar para quê?
Este lugar é épico!
Este lugar é único!
Qualquer alteração ofende o espírito do espaço.
Desvirtua a tradição, nele tão bem incarnada.

A nossa Associação apresentou às autoridades municipais o único projeto, a nosso ver, possível: a reconstrução total e fidedigna do espaço como o conhecíamos nos anos 90 do século XX, obra do arquiteto António Moura.

Tal como a sociedade catalã exigiu, perante o desastre que foi o incêndio que destruiu o ‘Gran Teatre del Liceu’, o restauro integral e mimético do edifício pré-existente; tal como a sociedade veneziana, que em idênticas circunstâncias, exigiu a reconstrução integral dessa outra ópera que era ‘La Fenice’ também a AAPA clama por um restauro integral do ‘Clérigos Shopping’ tal como era aquando da sua inauguração. Este gesto seguiria não só uma tradição europeia, que aqui assinalamos com os exemplos operáticos, mas também o fado sísifico nacional: a repetição do erro e a negação do novo. Este seria um monumento histórico único e uma imagem poderosa da nossa contemporaneidade.

Este restauro não deve se limitar apenas à reconstrução do edifício, seguindo o projeto do arquiteto António Moura, mas também deve procurar reconstruir todas as lojas que existiam naquele saudoso momento (incluindo o seu recheio). Como todos os restauros sérios este poderá colocar problemas. A fidelidade deve ser tendencialmente total. No caso de inexistência de registos visuais fidedignos (fotografias, desenhos ou outros), o espaço deve ser deixado em branco ou pintado com uma cor neutra que procure não perturbar o espaço envolvente (seguindo as mais modernas leis da arte do restauro).

Conscientes do perigo que uma imitação perfeita pode acarretar, a AAPA propõe uma lingeiríssima manipulação, quase imperceptível, mas que afirmará para sempre uma subtil dança das diferenças. Essa adulteração será a não reconstrução da escultura da Anja, de Mestre José Rodrigues, cujo o roubo comoveu a cidade do Porto em 2006 e que motivou a criação da nossa Associação (AAPA).

Esta intervenção de restauro será definitiva, e não poderá ser alterada a posteriori sob nenhum pretexto.

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